{"id":432,"date":"2014-02-01T06:00:28","date_gmt":"2014-02-01T09:00:28","guid":{"rendered":"http:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/?p=432"},"modified":"2013-12-26T14:01:23","modified_gmt":"2013-12-26T17:01:23","slug":"nao-deixe-dinheiro-virar-po","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/nao-deixe-dinheiro-virar-po\/","title":{"rendered":"N\u00e3o deixe o dinheiro extra virar p\u00f3"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">B\u00f4nus, pr\u00eamios, comiss\u00f5es e outras modalidades de remunera\u00e7\u00e3o extra v\u00eam ganhando mais espa\u00e7o nas empresas brasileiras. O dinheiro adicional pode chegar a 10 sal\u00e1rios dependendo do cargo, da \u00e1rea e da companhia. Segundo um estudo realizado recentemente pelo Hay Group com 4.324 executivos de 322 empresas, incentivos de longo prazo est\u00e3o mais presentes na composi\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o. Programas atrelados a a\u00e7\u00f5es negociadas em bolsa s\u00e3o encontrados em 73% das empresas. \u201cO incentivo de longo prazo busca olhar para frente, diferentemente dos b\u00f4nus, que s\u00e3o definidos a partir do retrovisor, com o balan\u00e7o do ano anterior fechado\u201d, diz Henri Barochel, l\u00edder da \u00e1rea de remunera\u00e7\u00e3o executiva do Hay Group.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O incentivo de longo prazo mais comum \u00e9 o stock options, em que o profissional recebe, por meio de determinado prazo, op\u00e7\u00f5es de compra de pap\u00e9is da pr\u00f3pria companhia. \u201cQuanto maior o cargo, maior a porcentagem de a\u00e7\u00f5es na composi\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel. Pode variar de 20% a 70% do bruto recebido pelo funcion\u00e1rio\u201d, diz S\u00f3crates Melo, diretor de opera\u00e7\u00f5es da consultoria Robert Half.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mensal, trimestral, semestral ou anual, a chamada remunera\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel exige aten\u00e7\u00e3o redobrada de quem a recebe. No caso dos endividados, os especialistas s\u00e3o un\u00e2nimes: quitar os d\u00e9bitos \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o. \u201cVale lembrar que as contas do in\u00edcio de ano s\u00e3o altas. \u00c9 fundamental deixar o dinheiro programado para esses gastos\u201d, afirma Let\u00edcia Camargo, planejadora financeira, certificada pelo Instituto Brasileiro de Certifica\u00e7\u00e3o de Profissionais Financeiros (IBCPF).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com as contas em dia, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizar os recursos em aplica\u00e7\u00f5es, mas vale a pena olhar para as promessas do ano que vem. \u201cO cen\u00e1rio de 2014 \u00e9 extremamente desafiador para o investidor, j\u00e1 que a economia n\u00e3o deve crescer muito, com a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o muito boa\u201d, analisa Sinara Polycarpo, superintendente de investimentos do Santander.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ela, uma das melhores alternativas \u00e9 fazer aporte em um Plano Gerador de Benef\u00edcio Livre (PGBL) como uma forma de aproveitar as vantagens fiscais. Ela exemplifica: quem ganha R$ 300 mil por ano, pode investir o correspondente a 12%, R$ 36 mil, que pode ser abatido na declara\u00e7\u00e3o do imposto de renda pelo modelo completo. \u201cAl\u00e9m de n\u00e3o pagar Imposto de Renda, voc\u00ea ainda pode usar o que foi aplicado. O dinheiro precisa trabalhar pra voc\u00ea\u201d, diz Sinara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O investimento atrelado a ativos globais, atrelados \u00e0 bolsa americana principalmente, tamb\u00e9m precisa ficar no radar. Segundo a especialista do Santander, as perspectivas para a economia dos Estados Unidos \u00e9 positiva para o ano que vem. Mercado de trabalho mais robusto, al\u00e9m da possibilidade de bons resultados das empresas, s\u00e3o alguns dos fatores que Sinara destaca como pontos de alicerce. \u201cVale a pena colocar at\u00e9 15% do portf\u00f3lio nesses ativos\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de aproveitar as oportunidades do mercado internacional, montar uma carteira diversificada oferece maiores possibilidades de ganho para o investidor. Ela sugere uma aloca\u00e7\u00e3o moderada: 50% em investimentos atrelados ao DI; 15% em fundos multimercados com ativos no exterior; 10% em a\u00e7\u00f5es; 5% em t\u00edtulos que seguem \u00e0 infla\u00e7\u00e3o; 10% em fundos long-short, que oferece redu\u00e7\u00e3o de riscos, mas tamb\u00e9m pode superar o CDI; e, para fechar, 10% em um fundo de renda fixa ativo. \u201cO objetivo dessa composi\u00e7\u00e3o \u00e9 rentabilizar a carteira, mas com seguran\u00e7a, oferecida pelas aplica\u00e7\u00f5es que seguem o DI\u201d, diz Sinara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Diferen\u00e7as tribut\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compreender as diferen\u00e7as entre os tipos de remunera\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel tamb\u00e9m faz parte na hora de definir para onde vai esse dinheiro. \u201cO PLR n\u00e3o entra na renda tribut\u00e1vel bruta, que segue para c\u00e1lculo do imposto de renda. A participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados tem uma tabela pr\u00f3pria\u201d, afirma Let\u00edcia. Isso significa que, sobre a aplica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia de encargos trabalhistas e previdenci\u00e1rios. \u201cAl\u00e9m disso, o PLR \u00e9 definido como obrigat\u00f3rio pela Lei n\u00ba 10.101, de 2000, por\u00e9m sem determinar puni\u00e7\u00f5es para as empresas que n\u00e3o pagarem\u201d, explica Denise Delboni, professora de recursos humanos da Escola de Administra\u00e7\u00e3o e Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o b\u00f4nus segue a tabela normal aplicada ao c\u00e1lculo do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica para os sal\u00e1rios, no caso do PLR, h\u00e1 diferen\u00e7a na tributa\u00e7\u00e3o. A nova regra, em vigor desde junho deste ano, estabelece que valores de PLR de at\u00e9 R$ 6 mil fiquem isentos de IR. A tributa\u00e7\u00e3o s\u00f3 incide a partir de quantias maiores, variando a al\u00edquota de 7,5% a 27,5%. \u201cNo caso do stock options, a pessoa paga pelo exerc\u00edcio de compra das a\u00e7\u00f5es. N\u00e3o tem um car\u00e1ter salarial e n\u00e3o entra na base de c\u00e1lculo\u201d, afirma Meire Poza, gestora da Arbor Cont\u00e1bil. E se o direito de compra das a\u00e7\u00f5es for exercido, o investidor precisa incluir na declara\u00e7\u00e3o como investimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\">Por\u00a0<strong>Danylo Martins | Valor<br \/>\n<\/strong><\/span><span style=\"color: #999999;\">\u00a9 2000 \u2013 2013. Todos os direitos reservados ao Valor Econ\u00f4mico S.A.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #999999;\"><strong>Leia mais em:<br \/>\n<\/strong><\/span><span style=\"color: #999999;\"><a href=\"Leia mais em:  http:\/\/www.valor.com.br\/financas\/3376746\/nao-deixe-o-dinheiro-extra-virar-po?utm_source=newsletter_gestao_patrimonio&amp;utm_medium=25122013&amp;utm_term=nao+deixe+o+dinheiro+extra+virar+po&amp;utm_campaign=informativo&amp;NewsNid=3379370#ixzz2obXeR400\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #999999;\">http:\/\/www.valor.com.br\/financas\/3376746\/nao-deixe-o-dinheiro-extra-virar-po?utm_source=newsletter_gestao_patrimonio&amp;utm_medium=25122013&amp;utm_term=nao+deixe+o+dinheiro+extra+virar+po&amp;utm_campaign=informativo&amp;NewsNid=3379370#ixzz2obXeR400<\/span><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>B\u00f4nus, pr\u00eamios, comiss\u00f5es e outras modalidades de remunera\u00e7\u00e3o extra v\u00eam ganhando mais espa\u00e7o nas empresas brasileiras. O dinheiro adicional pode chegar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":433,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_aioseo_title":"","_aioseo_description":"B\u00f4nus, pr\u00eamios, comiss\u00f5es e outras modalidades de remunera\u00e7\u00e3o extra v\u00eam ganhando mais espa\u00e7o nas empresas brasileiras. O dinheiro adicional...","_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[43,213,212,50,35],"class_list":{"0":"post-432","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-blog","8":"tag-dicas","9":"tag-dicas-dinheiro","10":"tag-dicas-empreendedorismo","11":"tag-empreendedor","12":"tag-empresa"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/432","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=432"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/432\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/433"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/g1assessoria.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}